VERMINOSE
A verminose está presente em 90% dos rebanhos em todo o mundo, sendo o principal problema da ovinocaprinocultura mundial. Os prejuízos econômicos causados pela mortalidade ou pela redução da produtividade têm forte impacto na renda destas atividades, sendo a prevenção a melhor alternativa.
É importante lembrar que 95% dos vermes encontram-se no pasto e não no organismo do animal.
Principais parasitos de Ovinos e Caprinos:
LOCALIZAÇÃO | NOME CIENTÍFICO |
Rúmem, retículo | Paramphitomes sp. |
Abomaso | Haemonchus spp., Ostertagia spp., Trichostrongylus axei |
Intestino Grosso | Trichuris ovis, Oesophagostomun spp., Eimeria spp. |
Fígado | Cysticercus tenuicollis (Taenia hidatygera), Fasciola hepática, Echinococcus granulosus |
Pulmão | Dictyocaulus filaria, Muellerius capillaris, Echinococcus granulosus |
Cavidade peritoneal | Cysticercus tenuicollis (Taenia hidatygena), |
Trato reprodutivo | Toxoplasma gondii |
Músculos - Tecidos | Cysticercus ovis, Sarcocystis spp., Toxoplasma gondii |
HEMONCOSE
Dentre os vermes descritos, atualmente o Haemonchus contortus é o principal causador de perdas no rebanho, principalmente em períodos de umidade e calor.
SINTOMAS
• Acúmulo de líquidos abaixo da mandíbula (papeira) e na região peritoneal;
• Cansaço;
• Anemia.
• Morte súbita (animais aparentemente saudáveis e "gordos");
CONTROLE
• Exame OPG (Contagem de ovos por grama) e coprocultura;
• Rodízio de potreiros; (no mínimo 30 dias de descanço);
• Consorciação com bovinos/lavouras;
• Manter lotação adequada de animais no potreiro;
• Vermifugações estratégicas;
• Método F.A.M.A.C.H.A.
OUTRAS VERMINOSES:
Vermes pulmonares:
Agentes: Dictyocaulus filaria e Muellerius capillaris
Sintomas: Secreção nasal, respiração difícil, anorexia e perda de peso.
Diagnóstico: Exame de fezes, períodos de umidade e frio, sintomas (secreção espessa em ambas narinas, em vários animais do rebanho, que não reduz ao longo do dia)
Tratamento: Ivermectina, Albendazole, Levamisole ou Febendazole, conforme dose recomendada na bula.
DOSIFICAÇÕES ESTRATÉGICAS
Idade | Período | Produto |
Cordeiros (Borregos): | 60 e 90 dias de idade (previamente a vacinação) | Fosfato de levamisole |
Ovelhas: | - Pré-cobertura; - 48h antes ou após o parto; - Desmame | Moxidectin, Closantel, Fosfato de levamisole, Disofenol etc. |
Carneiros: | Pré-cobertura | Moxidectin, Closantel, Fosfato de levamisole |
Todo o rebanho: | Início das estações de chuva (Regiões quentes) | Moxidectin, Closantel, Fosfato de levamisole |
FOOT-ROT (PODRIDÃO DOS CASCOS, PIETIN)
SINTOMAS
• Manqueira (um ou mais membros)
• Mau cheiro característico
• Febre
• Perda de apetite
• Invasão bacteriana secundária/Miíases (bicheiras)
FATORES PREDISPONENTES
• Períodos de alta umidade e calor;
• Áreas alagadiças;
• Ingresso ou manutenção de animais doentes ou crônicos;
• Estresse;
• Ausência de casqueamento periódico;
TRANSMISSÃO
• Ovinos cronicamente infectados no rebanho;
• Aquisição de animais doentes;
• Campos, estradas e caminhões contaminados;
• Manejo intensivo dos animais em ambientes de alta umidade;
TRATAMENTO
• Isolamento dos animais doentes (locais secos);
• Colocar animais sadios em pastos livres de ovinos por, no mínimo, 15 dias;
• Apara dos cascos;
• Pedilúvio em regiões endêmicas;
• Curativo tópico ;
• Tratamento com antibiótico: Enrofloxacina (1ml/20 Kg P.V.) durante 03 dias ou Oxitetraciclina LA (1ml/10 kg P.V.) .
PREVENÇÃO E CONTROLE
• Vacinação preventiva estratégica e contínua;
• Cautela na aquisição com exame individual;
• Verificar o histórico sanitário do rebanho a serem adquiridos animais;
• Apara periódica dos cascos;
• Pedilúvio em regiões endêmicas;
• Descarte de animais crônicos no período seco;
• Separar em grupos (sadios e infectados);
• Vazio de 14 dias nos potreiros contaminados;
• Separar animais doentes para efetuar o tratamento;
• Quarentena na introdução de novos animais;
• Manter os animais em terrenos altos, com melhor drenagem, sem formação de lama.
ESQUEMA DE VACINAÇÃO
Regiões Sul/Sudeste/Norte:
- Semestral;
- 2 aplicações antes do período das chuvas, com intervalo de 30 dias.
Regiões Nordeste/Centro-Oeste:
- 2 aplicações antes do período das chuvas, com intervalo de 30 dias;
- 1 dose de reforço após 6 meses.
•· É importante imunizar o rebanho antes dos períodos de risco, que coincide com as estações chuvosas.
•· Os cordeiros estão aptos a receber a vacina a partir dos 02 meses de idade.
•· Animais primo vacinados devem receber uma dose de reforço após 21 a 35 dias.
•· Regiões com muita umidade deve ser realizada vacinação semestral, sempre com reforço após 21 a 35 dias.
CERATOCONJUNTIVITE
Agente Etiológico: Moraxella bovis. Brahamella ovis, entre outros
SINTOMAS
• Hiperemia
• Conjuntivite
• Ceratite
• Fotofobia
• Opacidade
• Lesões na córnea
• Cegueira.
TRATAMENTO
• Separação dos animais doentes;
• Reduzir exposição à luz;
• Parenteral: Enrofloxacina (IFLOX), Tilosina, Tetraciclinas, Estreptomicina
• Tópico: Tetraciclinas, Neomicina, Enrofloxacina, Cloranfenicol, Hidrocortisona (somente quando não há lesão de córnea)
PREVENÇÃO
• Cuidados na introdução de novos animais ao rebanho.
• Vacina específica (KEVAC)
ECTIMA CONTAGIOSO
Agente Etiológico: Parapoxvirus
SINTOMAS
• Lesões pustulares e crostas nos lábios, nariz, tetos e coroa do casco etc.
TRATAMENTO
• Limpeza da lesão, com retirada das crostas e tintura de iodo;
• Aplicar CICATRIL no local da lesão;
• Isolar animais doentes;
PREVENÇÃO
• Quarentena na introdução de novos animais;
• Vacina de vírus vivo.
COCCIDIOSE/CRIPSTOSPORIDIOSE
Agentes Etiológicos: Eimeria ovis / Criptosporidium parvum
SINTOMAS
• Mortalidade alta em cordeiros e cabritos;
• Diarréia, algumas vezes c/ sangue;
• Inapetência;
• Perda de peso;
• Desidratação;
• Lã arrepiada.
TRATAMENTO
• Utilização de Coccidiostáticos: Sulfaquinoxalina, Sulfadoxina, Sulfadimedina, Monenzina, Lasalocida, Salinomicina, Decoquixina, Amprólio, Diclazuril.
PREVENÇÃO E CONTROLE
• Exame periódico (OOPG);
• Redução de estresse;
• Regular lotações;
• Ambiente ventilados e secos;
• Coccidiostáticos (4 semanas): - Matrizes no periparto
- Cabritos e cordeiros entre 15 e 90 dias;
• Higiene e Desinfecção das instalações (vassoura de fogo).
LINFADENITE CASEOSA
Agente Etiológico: Corynebacterium psedotuberculosis
SINTOMAS
• Linfonodos (gânglios) aument