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UMA VISÃO DA OVINOCULTURA DOS ESTADOS UNIDOS
 
NOVO ARTIGO!!!
Matéria FARMPOINT - Visão da Ovinocultura Brasileira por criador neozelândes
 

O QUE É MANEJO SANITÁRIO PREVENTIVO ?

É a principal arma do criador na busca de produtividade e lucratividade, através do uso de diversas técnicas que servem como ferramentas na prevenção de doenças, redução de custos com medicamentos, seleção de animais geneticamente superiores.

Juntamente com a seleção genética e uma nutrição adequada, forma os pilares da ovinocultura moderna.

Manejo adequado dos recursos alimentares;
Introdução de pastagens => maior lotação;
Controle sanitário do rebanho;
Utilização de carneiros testados e melhoradores;
Seleção dos ventres;
Planejar os nascimentos.

Principal forma de evitar e combater doenças;
Redução de perdas no rebanhos;
Redução de custos na propriedade;
Valorização Profissional;
Cronograma de trabalho;
Mão-de-obra qualificada;
Bem-estar animal;

PRINCIPAIS DOENÇAS QUE ACOMETEM OS OVINOS:

VERMINOSE

A verminose está presente em 90% dos rebanhos em todo o mundo, sendo o principal problema da ovinocaprinocultura mundial. Os prejuízos econômicos causados pela mortalidade ou pela redução da produtividade têm forte impacto na renda destas atividades, sendo a prevenção a melhor alternativa.

É importante lembrar que 95% dos vermes encontram-se no pasto e não no organismo do animal.

 

Principais parasitos de Ovinos e Caprinos:

LOCALIZAÇÃO

NOME CIENTÍFICO

Rúmem, retículo

Paramphitomes sp.

Abomaso

Haemonchus spp., Ostertagia spp., Trichostrongylus axei

Intestino Grosso

Trichuris ovis, Oesophagostomun spp., Eimeria spp.

Fígado

Cysticercus tenuicollis (Taenia hidatygera), Fasciola hepática, Echinococcus granulosus

Pulmão

Dictyocaulus filaria, Muellerius capillaris, Echinococcus granulosus

Cavidade peritoneal

Cysticercus tenuicollis (Taenia hidatygena),

Trato reprodutivo

Toxoplasma gondii

Músculos - Tecidos

Cysticercus ovis, Sarcocystis spp., Toxoplasma gondii

 

HEMONCOSE

 

Dentre os vermes descritos, atualmente o Haemonchus contortus é o principal causador de perdas no rebanho, principalmente em períodos de umidade e calor.

SINTOMAS

•­    Acúmulo de líquidos abaixo da mandíbula (papeira) e na região peritoneal;

•­    Cansaço;

•­    Anemia.

•­    Morte súbita (animais aparentemente saudáveis e "gordos");

CONTROLE

•­    Exame OPG (Contagem de ovos por grama) e coprocultura;

•­    Rodízio de potreiros; (no mínimo 30 dias de descanço);

•­    Consorciação com bovinos/lavouras;

•­    Manter lotação adequada de animais no potreiro;

•­    Vermifugações estratégicas;

•­    Método F.A.M.A.C.H.A.

OUTRAS VERMINOSES:

Vermes pulmonares:

Agentes: Dictyocaulus filaria e Muellerius capillaris

Sintomas: Secreção nasal, respiração difícil, anorexia e perda de peso.

Diagnóstico: Exame de fezes, períodos de umidade e frio, sintomas (secreção espessa em ambas narinas, em vários animais do rebanho, que não reduz ao longo do dia) 

Tratamento: Ivermectina, Albendazole, Levamisole ou Febendazole, conforme dose recomendada na bula.

 

DOSIFICAÇÕES ESTRATÉGICAS

 

Idade

Período

Produto

Cordeiros (Borregos):

60 e 90 dias de idade (previamente a vacinação)

Fosfato de levamisole

Ovelhas:

- Pré-cobertura;

- 48h antes ou após o parto;

- Desmame

Moxidectin, Closantel, Fosfato de levamisole, Disofenol etc.

Carneiros:

Pré-cobertura

Moxidectin, Closantel, Fosfato de levamisole

Todo o rebanho:

Início das estações de chuva (Regiões quentes)

Moxidectin, Closantel, Fosfato de levamisole

 

FOOT-ROT (PODRIDÃO DOS CASCOS, PIETIN)

SINTOMAS

•­        Manqueira (um ou mais membros)

•­        Mau cheiro característico

•­        Febre

•­        Perda de apetite

•­        Invasão bacteriana secundária/Miíases (bicheiras)

FATORES PREDISPONENTES

•­        Períodos de alta umidade e calor;

•­        Áreas alagadiças;

•­        Ingresso ou manutenção de animais doentes ou crônicos;

•­        Estresse;

•­        Ausência de casqueamento periódico;

TRANSMISSÃO

•­        Ovinos cronicamente infectados no rebanho;

•­        Aquisição de animais doentes;

•­        Campos, estradas e caminhões contaminados;

•­        Manejo intensivo dos animais em ambientes de alta umidade;

TRATAMENTO

•­        Isolamento dos animais doentes (locais secos);

•­        Colocar animais sadios em pastos livres de ovinos por, no mínimo, 15 dias;

•­        Apara dos cascos;

•­        Pedilúvio em regiões endêmicas;

•­        Curativo tópico ;

•­        Tratamento com antibiótico: Enrofloxacina (1ml/20 Kg P.V.) durante 03 dias ou Oxitetraciclina LA (1ml/10 kg P.V.) .

PREVENÇÃO E CONTROLE

•­        Vacinação preventiva estratégica e contínua;

•­        Cautela na aquisição com exame individual;

•­        Verificar o histórico sanitário do rebanho a serem adquiridos animais;

•­        Apara periódica dos cascos;

•­        Pedilúvio em regiões endêmicas;

•­        Descarte de animais crônicos no período seco;

•­        Separar em grupos (sadios e infectados);

•­        Vazio de 14 dias nos potreiros contaminados;

•­        Separar animais doentes para efetuar o tratamento;

•­        Quarentena na introdução de novos animais;

•­        Manter os animais em terrenos altos, com melhor drenagem, sem formação de lama.

ESQUEMA DE VACINAÇÃO

Regiões Sul/Sudeste/Norte:

                - Semestral;

                - 2 aplicações antes do período das chuvas, com intervalo de 30 dias.

Regiões Nordeste/Centro-Oeste:

                - 2 aplicações antes do período das chuvas, com intervalo de 30 dias;

                - 1 dose de reforço após 6 meses.

•·                     É importante imunizar o rebanho antes dos períodos de risco, que coincide com as estações chuvosas.

•·                     Os cordeiros estão aptos a receber a vacina a partir dos 02 meses de idade.

•·                     Animais primo vacinados devem receber uma dose de reforço após 21 a 35 dias.

•·                     Regiões com muita umidade deve ser realizada vacinação semestral, sempre com reforço após 21 a 35 dias.

CERATOCONJUNTIVITE

 

Agente Etiológico: Moraxella bovis. Brahamella ovis, entre outros

 

SINTOMAS

•­        Hiperemia

•­        Conjuntivite

•­        Ceratite

•­        Fotofobia

•­        Opacidade

•­        Lesões na córnea

•­        Cegueira. 

 

TRATAMENTO

•­        Separação dos animais doentes;

•­        Reduzir exposição à luz;

•­        Parenteral: Enrofloxacina (IFLOX), Tilosina, Tetraciclinas, Estreptomicina

•­        Tópico: Tetraciclinas, Neomicina, Enrofloxacina, Cloranfenicol, Hidrocortisona (somente quando não há lesão de córnea)

 

PREVENÇÃO

•­        Cuidados na introdução de novos animais ao rebanho.

•­        Vacina específica (KEVAC)

 


 

ECTIMA CONTAGIOSO

 

Agente Etiológico: Parapoxvirus

 

SINTOMAS

•­        Lesões pustulares e crostas nos lábios, nariz, tetos e coroa do casco etc.

 

TRATAMENTO

•­        Limpeza da lesão, com retirada das crostas e tintura de iodo;

•­        Aplicar CICATRIL no local da lesão;

•­        Isolar animais doentes;

 

PREVENÇÃO

•­        Quarentena na introdução de novos animais;

•­        Vacina de vírus vivo.

 

 

 

COCCIDIOSE/CRIPSTOSPORIDIOSE

 

Agentes Etiológicos: Eimeria ovis / Criptosporidium parvum

 

SINTOMAS

•­        Mortalidade alta em cordeiros e cabritos;

•­        Diarréia, algumas vezes c/ sangue;

•­        Inapetência;

•­        Perda de peso;

•­        Desidratação;

•­        Lã arrepiada.

 

TRATAMENTO

•­        Utilização de Coccidiostáticos: Sulfaquinoxalina, Sulfadoxina, Sulfadimedina, Monenzina, Lasalocida, Salinomicina, Decoquixina, Amprólio, Diclazuril.

 

PREVENÇÃO E CONTROLE

•­        Exame periódico (OOPG);

•­        Redução de estresse;

•­        Regular lotações;

•­        Ambiente ventilados e secos;

•­        Coccidiostáticos (4 semanas): - Matrizes no periparto

- Cabritos e cordeiros entre 15 e 90 dias;

•­        Higiene e Desinfecção das instalações (vassoura de fogo).

 

 

 

LINFADENITE CASEOSA

 

Agente Etiológico: Corynebacterium psedotuberculosis

 

SINTOMAS

•­        Linfonodos (gânglios) aument

 
 
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